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Balonismo O Balão - Baptismo - Curiosidades - História - Onde Praticar
Ar, terra, água e fogo. Voar de balão significa entrar em sintonia com esses quatro elementos que regem a natureza, cruzando os céus embalado pelo sopro dos ventos. Está assim composta uma harmoniosa sinfonia, que dá a cada vôo um tom poético como se fosse a primeira vez a bordo do balão. O vôo de um balão também não é difícil de associar à aventuras cinematográficas ou mesmo recordar-se de fantasias infantis. O mundo fica mais divertido e bonito visto de um balão. "Tudo começa ao nascer do sol. O balão, depois de ligado ao cesto, é desenrolado e, com a ajuda de uma potente ventoinha é enchido de ar frio tomando a sua forma. Depois chega a altura de aquecer os 3000m3 de ar com os potentes queimadores para que o balão comece a subir. Talvez seja fácil de adivinhar o que se sente ao entrar para aquele pequeno cesto, mas é indiscritível o sentimento que nos atinge após a suavíssima descolagem. É a partir daqui que começa a realização de um verdadeiro sonho. Voa-se suavemente sem o mínimo de trepidação, por cima de montes e vales, rios, vinhas e pinhais, cumprimentam-se as pessoas que trabalham os campos e vêm-se animais como coelhos e lebres e até por vezes javalis. Não se dá conta que o tempo passou. A magia do passeio rapidamente chega ao fim, ao aterrar algures no campo perto de um caminho de terra batida." Como é constituído um Balão?
O balão recreativo é constituído por três elementos essenciais: o cesto de verga, ou gôndola, o envelope de nylon, que é o balão propriamente dito e, sobre o cesto, o queimador de gás propano que é utilizado para aquecer o ar existente dentro do balão. Assim, conforme ele esteja mais quente ou menos quente, o balão irá respectivamente subir ou descer. O cesto Também chamado de "gôndola", é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, cilindros, instrumentos, etc. No reaparecimento dos balões de ar quente na década de 60, fizeram-se várias tentativas de construir os cestos com os mais variados materiais; porém, acabou-se por concluir que o melhor material ainda é o vime (junco), porque a sua construção trançada combina leveza com durabilidade e beleza, para além de demonstrar uma grande absorção de impactos, o que torna mais seguro para piloto e passageiros e, portanto, mais indicado para a prática do balonismo. A maioria dos fabricantes em todo o mundo fazem-nos da seguinte forma: numa base retangular, ou quadrada, o vime é fixado e a partir daí, trançado até a parte de cima. Junto com o vime, também são trançados cabos de aço que passam por baixo do cesto, cuja função é sustentar todo o conjunto (cilindros, pessoas) e ainda tubos de alumínio para a colocação das bengalas (ou tarugos) de nylon que servem de sustentação do maçarico.
Cilindros Os cilindros (ou bujões, ou tanques), tem que aguentar uma pressão bastante grande por causa do gás utilizado, mas também é importante que sejam leves para não comprometer quantidade de carga a ser levada no balão. Por isso, normalmente os cilindros do balão são de alumínio, aço inox ou titânio. Os cilindros podem ser utilizados na posição vertical (de pé), ou horizontal (deitados), com uma quantidade de carga variável de acordo com o fabricante, mas normalmente eles tem capacidade para 20 Kg (P20) ou 30 Kg (P30); São equipados com: - um relógio marcador de combustível (nos cilindros verticais os relógios marcam somente 40% para baixo); - uma torneira para a saída do gás em forma liquida (ligada internamente a um "pescador" que vai até o fundo do cilindro para captar o liquido); - um respirador para aliviar a pressão no momento de se fazer a recarga (que chamamos de Refil); - uma torneira para a saída do gás em forma gasosa nos cilindros que chamamos de "Master". Normalmente são utilizados 4 cilindros no balão, mas não é obrigatório, pois depende do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento (ele pode fazer um vôo curto e levar menos peso), ou seja, tudo dependerá da avaliação que o piloto fará no momento do vôo, lembrando que quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de vôo ele terá (a autonomia de cada cilindro varia de acordo com a temperatura ambiente e a forma como o piloto conduzir o balão, mas o tempo estimado em temperaturas de 20º e 30º C é de mais ou menos 30/40 minutos).
Combustível O combustível utilizado é o propano, que é um gás liquefeito de petróleo usado pela indústria (para alimentação de fornos, caldeiras, etc.). O gás de cozinha que utilizamos em nossas casa (conhecido como GLP) é uma mistura de butano com o propano numa proporção de 60% para 40% - conforme a região (dependendo da temperatura local) - além das disponibilidades comerciais. O propano é adicionado ao butano (um gás também liquefeito de petróleo, porém mais barato) para aumentar sua pressão. Para que possamos comparar os dois, vê a seguinte tabela:
Como podemos ver na tabela, o propano é mais denso e mais pesado que o ar, portanto, ao se fazer a recarga dos cilindros (refil), deve-se tomar muito cuidado com fugas, pois o propano além de incolor, "desce" ficando ao nível do solo (por esse motivo é que as companhias de gás adicionam aos gases liquefeitos de petróleo o cheiro característico para alertar às pessoas a presença dele no ar). Ainda como curiosidade podemos citar uma particularidade dos gases liquefeitos de petróleo: ao expandirem-se, passando do estado liquido ao gasoso, aumentam consideravelmente de peso, no caso do propano, 1 metro cubico na fase liquida pesa 0,508 Kg e na fase gasosa 1,8613 Kg. O propano, por ter uma pressão maior, também é mais eficiente ao produzir calor durante a queima. Envelope Envelope é a parte de tecido do balão, com uma forma caracteristica de "gota" invertida, mas podem ser dadas formas especiais aos balões.
É ele que abriga o ar quente para que possamos voar. Ele é feito em nylon " rip-stop " e com uma impermeabilização feita com resina para fechar as porosidades do tecido de modo a não permitir a passagem do ar. Para fabricar um balão de 16m de diâmetro são necessários 1.000m2 de tecido e muitos quilómetros de costura, a linha utilizada é de nylon de alta tenacidade e a sua construção é feita em gomos emendados em vários painéis, além de receberem fitas de nylon vertical e horizontalmente para reforçar a estrutura do envelope. As fitas verticais dão a sustentação ao balão, sustentando todo o peso do equipamento enquanto o tecido servirá somente para "envelopar" o ar quente em seu interior. Os painéis da boca do balão são feitos de "Nomes", um tecido anti-chama, usado também em roupas para bombeiros e pilotos automobilísticos. No mundo inteiro, os balões estão sendo continuamente desenvolvidos e melhorados, variando bastante em detalhes. Nos últimos anos, os fabricantes chegaram a um tipo quase padronizado - o de abertura por pára-quedas (Tap), atualmente o sistema mais seguro em vôo. A carga da gôndola é sustentada por cabos de aço inoxidável, fixos a fitas de nylon verticais, costurados ao tecido do balão, envolvendo-o completamente. Desta forma, o material do envelope propriamente dito sofre um esforço de tensão muito reduzido, dando um factor de segurança de pelo menos 10:1. No topo do balão há um painel circular (Tap ou pára-quedas), que é mantido por cabos de guia radiais que podem ser puxados pelo piloto através de uma válvula (fita tubular com cabo de aço por dentro), afastando o pára-quedas do balão, deixando assim escapar o ar quente, tanto durante o vôo (para perder a altura), como após ou durante a aterragem (para esvaziar o envelope). Se utilizado em vôo, o pára-quedas volta a fechar automaticamente quando a corda é solta.
Maçarico Também pode ter o nome de queimador, o maçarico é o motor do balão; feito de aço inoxidável.
Os maçaricos possuem duas mangueiras que se ligam aos cilindros de gás: a que traz o gás em forma liquida e a que traz o gás em forma de vapor. A chama-piloto é alimentada pelo gás em forma de vapor. Porém, existem alguns modelos que utilizam somente uma mangueira para o gás liquido, vaporizando parte do gás para a chama-piloto na caneca. Baptismo no Balonismo
Em ritmo de informalidade, um bom champanhe é ingrediente suficiente para celebrar o baptismo. E como dita a tradição, o viajante recebe um certificado que lhe confere propriedade de toda a área que sobrevoou. É claro que será dono de tudo, e terá direito a um palmo acima dessas terras. Curiosidades do Balonismo Santos Dumont inventou o avião mas, assim como muita gente, tinha uma quedinha pelos balões. Conta-se até que ,em Paris, foi visto muitas vezes arrastando latas de lixo com os pesos de seu balão. Hoje, o balonismo é um desporto que chama a atenção. Movidos pelos ventos, os balões, que têm em média 25 metros de altura (equivalente a um prédio de oito andares), são inflados com ar quente e manobrados em velocidades de até 10 Os mais audaciosos conseguem levar os balões a 10.000 metros de altura com o objetivo de dar a volta na Terra. Neste caso, substitui-se o cesto por cabines pressurizadas. História do Balonismo Não penses que o voo em balão é algo dos nossos dias, bem pelo contrário. Pode-se recuar até 1709 , data em que o padre Bartolomeu de Gusmão conseguiu em Lisboa, que o seu balão ou "passarola", se elevasse a quatro metros de altura. Ele foi até a corte e diante do rei D. João V apresentou a sua passarola, que foi destruída por dois guardas, receosos de que o padre voador provocasse um incêndio no palácio. O experimento de Bartolomeu de Gusmão ficaria para a história como o primeiro vôo promovido pela engenharia humana. Antes dele a teoria mais aceite é a de que os índios Nazca do Peru teriam feito um balão com fibras vegetais existentes naquela região, e que teriam sobrevoado o deserto de Nazca. As provas desse feito estão em peças de cerâmica datadas do ano 500 que estão hoje em um Museu na cidade de Lima. É no entanto geralmente aceite que o primeiro voo efectivo em balão foi o realizado pelos irmãos Montgolfier, ao fazerem subir o engenho a500 metros de altura em 1783 . Este balão levou a bordo alguns animais que retornaram ao solo em perfeitas condições, tendo este feito sido assistido pelo rei Luis XVI e por toda a população parisiense da época. No mesmo ano, o professor J.A.Charles voava por duas horas e meia a uma altura de mais de 250 metros, por cerca de 40 km, um balão de gás hidrogénio. Em 1785 um balão atravessava o Canal da Mancha com um francês e um americano a bordo. Oito anos depois o francês Jean Pierre Blanchard vôou pela primeira vez de balão em território americano. Foi na Filadélfia na presença de George Washington. Em 1884 , o parisiense Júlio Cezar Ribeiro de Souza patenteou em Paris o dirigível Victória que voou contra o vento e em linha reta. Em 1893 Augusto Severo de Albuquerque Maranhão construiu em Paris um dirigível com o nome de "Bartholomeu de Gusmão". Finalmente, veio o Santos Dumont, que com seu aprendizado de construção de aeronaves fez vários dirigíveis, até que acabou de construir uma aeronave mais pesada que o ar. A construção por Dumont de um balão de 186 metros quadrados com hélice serviu de base para o famoso 14 BIS. Foi em 1953 que o americano Ed Yost inventou o moderno balão movido a ar quente. Neste ano construiu um balão 230 metros cúbicos que voasse com o auxílio de um maçarico. O primeiro vôo livre foi realizado em 1960 com um balão de 800 metros cúbicos cujo ar era aquecido pelo fogo alimentado pelo gás propano. A partir daí começa o balonismo como desporto.
A partir de 1973 , com a realização do primeiro campeonato mundial, o balonismo volta a crescer em todo o planeta. Actualmente, existem no mundo cerca de 15.000 balões. Onze mil estão nos Estados Unidos da América, 1.200 na França, 1500 na Inglaterra e o restante espalhado pelo mundo. Onde Praticar? Actualmente já existem entre nós várias empresas que organizam passeios de balão. O valor por pessoa para cada voo ronda os 15 a 25 mil escudos , podendo o voo durar uma a duas horas. Os locais mais frequentados são toda a extensão do Ribatejo e Alentejo. Contactos: Clube de Balonismo de Caniçada Quinta da Caniçada A Cabra Montêz Aventura & Outdoor Arrabidaventurra Aeroclub de Portugal DUOBALÃO Patricia Alexandre |
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